A resposta a uma vocação nos dias de hoje

Deixar tudo para seguir um ideal de vida. Uma frase que, principalmente no meio religioso, assume um sentido particular.

Homens, mulheres e jovens que estão na chamada “flor da idade”, sentem de repente um chamado para abraçar algo que os leva a interromper projetos, a renunciar ao “aconhego do lar” e até mesmo a deixar uma carreira promissora.

Neste domingo, 29, a Igreja fez um convite a os fiéis católicos de todo o mundo para que rezassem pelas vocações e, no mesmo dia, o Papa Bento XVI ordenou nove diáconos da diocese de Roma, entre os quais, dois homens que abandonam o “promissor” para abraçar o que eles consideram a “promessa” de uma vida em abundância no ministério sacerdotal. O ex-juiz, e agora padre Piero Gallo e o ex-piloto de avião padre Marco Santarelli, ordenados pelo Papa neste fim de semana, são apenas dois exemplos entre tantos.

Em um mundo tomado pela mentalidade consumista e materialista, tais renuncias podem parecer uma mera contradição. Comumente, ouve-se: “Mas, como alguém é capaz de viver sem isso ou sem aquilo?”ou “Como pode alguém abraçar um estilo de vida como esse?”. As respostas para essas perguntas talvez não sejam imediatas, já que as próprias perguntas que surgem desconsideram o caráter espiritual do chamado de Deus. Vale salientar ainda, que, para quem vive a experiência, a resposta a um chamado é apenas o início de uma vida de realização motivada pelo amor de Deus.

“Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações.”, disse Bento XVI na mensagem para o dia mundial da oração pelas vocações,  publicada em fevereiro de 2012.

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