Nós não somos ilhas... Existe dentro de nós, em proporções e necessidades diferentes, o desejo de amar e ser amado. Este desejo tem sido extremamente explorado pelas redes sociais e demais alternativas que buscam oferecer-nos um par perfeito.
A verdade é aceitamos e navegamos nesta vias buscando puramente alguém que preencha nossos vazio, nossa necessidade de completude , de felicidade e acolhimento. Não se trata de pessoas que vivem sozinhas simplesmente, mas muitos são socialmente populares ou até mesmo rodeados de pessoas. Mas como diz São João da Cruz a centenas de anos atrás, vivem uma solidão povoada. Isso reflete nossa ânsia de amar, mas também nossa dificuldade de viver a solidão, de viver conosco, de nos amar por primeiro.
Em uma sociedade cada vez mais consumista, competitiva, o individualismo e a especificidade tem se apresentado como característica cada vez mais comuns, e isso favorece o isolamento. Faz necessário aprender que solidão não começa quando afastamos de alguém, mas quando nos afastamos de nós mesmos. Isso torna-nos peregrinos a vagar sem rumo, sem sonhos, sem um ideal que faça nosso coração vibrar.
A angústia deste vazio intenso e que dói, nos leva a buscar por alguém que nos faça sentir melhor, onde depositamos nessa pessoa todas as expectativas e responsabilidades para nos fazer feliz. O relacionamento já começa errado assim... Pois ninguém consegue plenamente completar.
O segredo não e esperar que outros nos amem, sem nos amar. Que outros nos aceitem se não nos aceitarmos. O primeiro relacionamento tem que ser com você... E assim certamente as pessoas entrarão em nossas vidas para nos fazer felizes e não simplesmente ser mais um ou uma para nossa coleção de decepções .

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