Ao olharmos para a Palavra que nos diz que o anjo apareceu a uma virgem, menina ainda, que com um sim permitiu que Deus realizasse seu plano de salvação, não compreendemos exatamente o que aconteceu naquela pequena cidade da Galileia.

Certamente imaginamos que foi algo extraordinário, sobrenatural, mas no entanto, quero olhar para Maria, uma menina toda humana, cheia de medos, de incertezas, de dúvidas, como cada um de nós diante da proposta divina.

Maria não teve medo de questionar a Deus. Diante da dúvida, logo perguntou ao anjo: "como se fará isso?" ao que o anjo respondeu, mas não esclareceu cada ponto, cada fato que sucederia dali.

Logo, não era o fim das incertezas. Maria não sabia exatamente a grandiosidade do compromisso que fazia, por isso, ao terminar a conversa com o anjo, que de alguma forma mexeu em sua estrutura, foi logo conferir o que o anjo lhe dizia, indo ao encontro de sua prima, Isabel.

Ali, diante de Isabel, foi que Maria entendeu o peso do seu sim, e com o seu Cântico glorificou e exaltou a Deus, relembrando a história de sofrimento de seu povo, e a promessa de restauração que começava a se cumprir.

Maria foi vendo os sinais de Deus se cumprindo a partir de sua vivência. Sua vida não se tornou um mundinho diferente, isolado, sem sofrimento e cheio de privilégios. Ao contrário, ela vivenciou a cada dia a experiência de fazer a vontade de Deus. De confiar, de aceitar, de permanecer.

Neste mês de maio, mês que a Igreja dedica à devoção Mariana, nos esforcemos para que, assim como Maria, compreendamos que fazer a vontade de Deus, mesmo que pareça de momento a mais difícil experiência, é sem dúvida, a melhor opção que temos.
A fidelidade é um desafio para nós. Olhemos para Maria, ela que sempre nos mostra Jesus, amor pelo qual se consumiu e que nos ensina a nos consumirmos dia a dia. E peçamos a sua intercessão: Mãe do amor, rogai por nós, para que sejamos dignos das promessas de Cristo!

 

Por Renata Souza, missionária da Comunidade Deus Proverá