cirio-pascalA liturgia de nossa Igreja nos propõe e dispõe meios para bem vivermos nossa fé e cada acontecimento da vida de Jesus de forma concreta e intensa. Para que possamos conhecer e vivenciar a experiência de Cristo o Ano Litúrgico nos permite contemplar cada tempo plenamente.

Todo o Ano Litúrgico se dá de forma espiral, tendo sempre o Mistério da morte e Ressurreição de Cristo como centro, ou seja, todas as datas são fixadas em torno da Páscoa de Cristo, que não é uma data fixa, mas a cada ano, definida conforme o equinócio da primavera no Hemisfério Norte.

Depois de um tempo de mais recolhimento, penitência e escuta, como num deserto, o Tempo da Quaresma, vivenciamos o Tríduo Pascal, momento em que fazemos memória revivendo cada momento da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Inaugura-se então o Tempo da Páscoa.

O Tempo da Páscoa, vai nos dizer Santo Atanásio "é como se fosse um único e grande domingo." São cinquenta dias em que somos convidados e impulsionados a celebrar, anunciar e reavivar a nossa fé em torno do sentido e razão de toda ela: a Ressurreição de Cristo. Jesus está vivo e devemos testemunhar essa verdade.

Nesse Tempo, então, vivemos o Aleluia, que segundo Santo Agostinho, é um Aleluia baseado no Aleluia que um dia será vivido na prática, o Aleluia que esperamos, a vida eterna.

Como marco do Tempo Pascal, temos a presença do Círio Pascal, que se faz presente em todas as celebrações aceso, nos lembrando da presença da Luz verdadeira, Cristo, o Alfa e o Ômega, o princípio e fim último de nossa existência.

Durante esse tempo, ouviremos as leituras do Novo Testamento. Essas leituras nos contarão a experiência dos Apóstolos de crerem e anunciarem Jesus vivo e da concretização das palavras de Jesus.

Que possamos viver nesse Tempo um eterno Aleluia, um belo e grande Domingo de Páscoa, pois Jesus Ressuscitou e está vivo entre nós.

Por Renata Souza, missionária da Comunidade Deus Proverá