A Igreja Católica define o dia de Todos os Santos como uma festa em "honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos". No fim do século II, os cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, acreditando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra.

São Policarpo nos ensina que: «A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus; quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor; e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre. Possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!"

E o Catecismo da Igreja, no art. 2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade».Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):                                                          «Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos».

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram provações carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, injustiças; foram fiéis na esperança da Vida Eterna, pois sabemos que "o mundo passa com sua concupiscência; mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente." ( IJo 2, 17)

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Por Sonia Castoldi, Formadora Geral da Comunidade Deus Proverá