O mês de outubro é dedicado às missões.

Quando falamos em missão, logo pensamos em terras distantes. Imaginamos que ser missionário é sinônimo de percorrer distâncias, de percorrer o mundo.
Certamente, ser missionário significa sair do lugar, percorrer distâncias sim, mas não somente distâncias geográficas, mas percorrer as distâncias que fazem parte da própria história, de ir além de onde está, de sair da mesmice, de fazer algo a mais, ainda que esse algo seja na própria casa, no trabalho, no bairro ou na cidade onde reside.
Ser missionário é missão de todo cristão e o desafio é seguir o exemplo de Jesus, que incansavelmente percorreu cidades, esteve em casa de pecadores, em barcas, montanhas. Esteve com os excluídos e com os poderosos desse mundo. Com os instruídos e com aqueles sem nenhum privilégio.
Jesus realizou sua missão de forma intensa. Anunciou nas ruas, no templo, em festas, em jantares, diante da perseguição, diante da injustiça, diante da cruz. Ele não tinha medo de anunciar, porque não devia nada a ninguém, sua conduta era humana, ética, correta e por diversas vezes seus perseguidores tentaram encontrar um meio de prendê-lo, mas não encontraram.
Assim como Jesus, os primeiros cristãos também foram missionários no seu dia-a-dia, onde se fazia necessário e até mesmo onde não encontravam espaços ou abertura. Eles anunciaram no meio dos pagãos, dos sábios, dos incrédulos, da prisão. Foram aos lugares mais frequentados da época, onde todos os assuntos da cidade eram tratados, lá estavam os apóstolos, sem medo, sem receio para anunciarem a Boa Nova de Jesus e especialmente através do testemunho de vida, anunciaram que Jesus estava vivo e ressuscitado.
Todos nós, cristãos somos chamados a uma missão e para que sejamos verdadeiros missionários, primeiro precisamos conhecer e amar, depois viver. Ninguém vai dar fé ao que anunciamos se primeiro nós que anunciamos não amarmos e colocarmos nossa vida como exemplo da verdade em que acreditamos. É só através do testemunho e da vivência da Boa Nova que a nossa missão será eficaz.
Diante desse fato, lembremo-nos do que vai nos dizer o Papa Paulo VI: "o homem deste século não quer ideias ou teorias, quer sobretudo na vida e nos fatos uma evangelização que é feita da experiência, do testemunho."
O mundo carece de cristãos que depois de estarem aos pés do Mestre, como discípulos se coloquem a serviço do Reino por amor ao próximo, a serviço da evangelização.
Há um vasto campo para a missão. Muitos ainda não vivem a Boa Nova, muitos não a conhecem Muitos esperam encontrar Jesus, o Senhor.
Mas, para que isso aconteça, é preciso que existam cristãos empenhados, desprendidos e convencidos da única verdade, a que gerou o cristianismo e deu sentido à existência humana nesta terra: Jesus Cristo, o Senhor.

 

Por Renata Souza, missionária da Comunidade Deus Proverá