olhar-para-dentro-de-siPor diversos motivos na vida nos perdemos de nós mesmos e nem percebemos, até que um belo dia nos deparamos com um eu totalmente desconhecido. Provavelmente porque ao longo de nossas vidas muitos são os episódios que colaboram para que isto aconteça, é um interlaçar de histórias dos diversos seres humanos que cruzam nossos caminhos, por vezes boas e outras ruins, tudo vai depender com que olhos as vemos, ou quanto valor damos a cada detalhe.

É importante ressaltar que muito do que vivemos é consequência de escolhas que fazemos (Gen3,1-24).
Para nos reencontrarmos é preciso adentrar o porão da nossa vida, um lugar úmido, escuro, que nos mete medo, mas é preciso vasculhar cada canto, tirar entulhos, porque em lugares inimagináveis encontraremos verdadeiros tesouros escondidos (Mt6-21).

São muitos os fantasmas que assombram nossos porões, provavelmente coisas desde a nossa concepção. Mágoas, rancores, verdadeiros defuntos que embora mal cheirosos, fazemos questão de conservá-los em lugares privilegiados.
Alimentamos sentimentos ruins, provenientes de nossos pensamentos causados pela nossa imaginação, e quando vamos ver estes já adoeceram nossa alma e nosso corpo.

É preciso fazer digestão emocional, assim como a comida estragada faz mal ao nosso estômago, sentimentos ruins também causam mal, gerando doenças tais como dores pelo corpo, gastrite, dores de cabeças, até mesmo o câncer.
E por não fazermos tal digestão, por não olharmos para nós mesmos e por não amarmos nosso corpo como templo do Espírito Santo, é que nos tornamos seres amargos, egoístas, cheios de auto piedade de nós mesmos.

Algumas pessoas tem tanta auto piedade de si mesmas, que ficam estagnadas em determinada situação, querendo que os outros sintam pena dela, não saem do lugar, é uma mesmice, não conseguem perdoar, ficam remoendo o passado.

Precisamos saber perdoar, precisamos ter compaixão, olhar para a história das outras pessoas, elas, assim como nós, também tem entulhos nos porões de suas vidas, que as tornaram assim.

Meus irmãos por vezes teremos que travar uma guerra interna conosco mesmos, teremos que colocar em campo nossos melhores soldados, para proteger nosso território, mas se continuarmos nutrindo nossas mentes com pensamentos ruins, nossos soldados enfraquecerão e perderemos a guerra.

O primeiro passo deve ser reorganizar a consciência, perdoar a nós mesmos, com certeza isto nos levará a experimentar a graça de Deus e com grande alegria poderemos olhar para a estrutura de nossas vidas, quebrar o que é pecaminoso e reconstruir o que há de mais belo dentro de nós, o nosso eu verdadeiro, a essência da nossa alma!

Por Rosângela Almodova, Missionária da Comunidade Deus Proverá